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Terça-feira, 03 de Novembro 2026
Economia

2ª edição do Experts Tomate debate manejo técnico e tendências da tomaticultura em Paulínia

Iniciativa tem como foco integrar a cadeia técnica de suprimento do produto na indústria e de mesa

2ª edição do Experts Tomate debate manejo técnico e tendências da tomaticultura em Paulínia
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A FMC realizará, na quinta-feira (dia 5 de novembro), a segunda edição do encontro técnico Experts Tomate, sediado em seu Centro de Inovação no município de Paulínia, voltado a consultores e gerentes de produção das regiões do noroeste paulista e de Goiás.

Segundo informações divulgadas pela fornecedora global de insumos agrícolas, a iniciativa tem como foco integrar a cadeia técnica de suprimento do tomate industrial e de mesa com as pesquisas aplicadas conduzidas em laboratório e estações experimentais. O programa prevê painéis analíticos sobre a conjuntura de mercado, manejo fitossanitário preventivo, estratégias de biopotencialização vegetal e visualização de ensaios a campo desenvolvidos pelos pesquisadores da companhia.

A fabricante defende que o evento fortalece o alinhamento com profissionais de assistência agronômica e lideranças operacionais que atuam diretamente nos polos produtivos. Conforme declarou Luís Grandeza, gerente de culturas da companhia, a tomaticultura impõe demandas rigorosas de precisão técnica, exigindo respostas rápidas para oscilações climáticas, pressão de pragas e busca contínua por eficiência operacional e sustentabilidade.

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Dinâmica regional e gargalos fitossanitários da tomaticultura industrial

A produção de tomate voltada ao processamento industrial e ao consumo in natura nos polos de Goias e do noroeste paulista concentra investimentos intensivos em mecanização, irrigação por pivô central e planejamento de colheita. Os dois estados figuram historicamente entre os maiores polos de fornecimento para a agroindústria nacional de derivados de tomate, abastecendo plantas fabris de atomatados e cadeias atacadistas.

Entretanto, o setor enfrenta oscilações severas de custo em defensivos, fertilizantes e energia, somadas à pressão contínua de complexos virais transmitidos por vetores como mosca-branca e tripes, além de patógenos fúngicos e bacterianos de solo. A margem operacional dos produtores integrados às indústrias processadoras depende da manutenção de altos índices de produtividade por hectare e controle rigoroso do teor de sólidos solúveis (°Brix) da matéria-prima entregue nas fábricas.

Diante desses gargalos, a transferência direta de dados de ensaios agronômicos entre fornecedores de insumos e operadores de campo surge como ferramenta de mitigação de risco financeiro. Consultorias regionais apontam que atrasos no controle preventivo de insetos ou escolhas inadequadas de fungicidas podem desidratar a rentabilidade por hectare em ciclos de colheita sujeitos a intempéries pluviométricas na transição de safra.

Estrutura programática do encontro técnico em Paulínia

A agenda montada para o evento abrange frentes complementares que vão do diagnóstico mercadológico ao detalhamento molecular de ingredientes ativos. De acordo com a programação divulgada pela multinacional, os temas centrais estão distribuídos entre especialistas corporativos e consultorias privadas:

  • Biopotencialização e Fisiologia: Apresentação conduzida por Thiago Pérez, focando a bioestimulação vegetal para tolerância a estresses abióticos e desenvolvimento radicular;
  • Panorama de Mercado do Tomate Indústria: Análise setorial de demanda fabril, precificação e fluxos de colheita liderada por Adelson Sobral;
  • Manejo de Pragas: Apresentação do portfólio de inseticidas com Fábio Silva, gerente de inseticidas da companhia para a América Latina;
  • Proteção Fúngica: Exposição de soluções e estratégias de rotação de ativos para doenças foliares e de solo por Lenio Camargo, gerente de fungicidas para a América Latina;
  • Resultados de Campo e Validação: Sessão técnica ministrada por Fernando Canata, consultor da Cultiva Consultoria em Agronegócios.
Painel Técnico Especialista Responsável Ângulo de Análise Agronômica Abrangência Operacional
Bioestimulação Thiago Pérez Fisiologia vegetal e estresse Lavouras irrigadas e sequeiro
Cenário de Mercado Adelson Sobral Dinâmica da tomaticultura indústria Goiás e Noroeste Paulista
Portfólio de Inseticidas Fábio Silva Manejo de vetores e controle químico América Latina
Portfólio de Fungicidas Lenio Camargo Controle de patógenos foliares América Latina
Resultados Experimentais Fernando Canata Eficácia em condições reais Nível de consultoria privada

Bioestimulação vegetal e mitigação de estresses térmicos e hídricos

Entre as pautas centrais do encontro, a bioestimulação e o manejo fisiológico ganham espaço na tomaticultura de alta tecnologia como mecanismo para maximizar o pegamento floral e a uniformidade de maturação. Na visão defendida pela assessoria técnica da empresa, intervenções nutricionais e biológicas especializadas capacitam a cultura a suportar picos de temperatura e estresse hídrico sem comprometer a densidade vegetativa e a taxa fotossintética.

A adoção combinada de reguladores fisiológicos com defensivos convencionais reflete a necessidade da agroindústria de assegurar entregas regulares dentro das janelas de moagem. Qualquer quebra de rendimento gerada por intempéries climáticas acarreta ociosidade na capacidade instalada das unidades industriais, encarecendo os custos fixos das indústrias transformadoras e pressionando as relações contratuais de integração agrícola.

Carla Fiorin, desenvolvedora de mercado da companhia remetente, informou que o acesso aos ensaios dentro da estação experimental em Paulínia visa expor as fases de validação agronômica pelas quais as moléculas e formulações passam antes da distribuição comercial em larga escala. Esse contato prático busca colher percepções de campo de consultores que administram milhares de hectares sob contrato com cooperativas e conglomerados alimentícios.

Integração entre pesquisa corporativa e manejo integrado de pragas

A resistência de pragas-chave representa um desafio crônico para a cadeia de hortifrúti de grande escala. O ataque coordenado de brocas, traça-do-tomateiro e ácaros demanda protocolos de rotação de modos de ação para impedir a quebra de eficácia de inseticidas essenciais. A organização do evento defende que a imersão em seus laboratórios e campos experimentais demonstrará estratégias de controle biológico associado à aplicação de moléculas sintéticas de última geração.

As diretrizes de Manejo Integrado de Pragas (MIP) ganham contornos financeiros severos diante das restrições regulatórias impostas por varejistas e órgãos reguladores de segurança alimentar quanto ao Limite Máximo de Resíduos (LMR). Produtores de Goiás e de São Paulo operam sob normas estritas de conformidade técnica, onde o desvio nos intervalos de carência ou na dosagem acarreta rejeição de cargas inteiras nos pátios de recebimento industrial.

A transferência de dados provenientes de ensaios conduzidos pela entidade remetente tem o propósito declarado de subsidiar decisões mais eficientes de agrônomos de campo. Ao cotejar resultados obtidos na estação de Paulínia com dados de consultorias como a Cultiva, a cadeia produtiva busca mitigar os custos associados a reentradas desnecessárias de pulverizadores e otimizar o uso do maquinário agrícola.

Desdobramentos esperados para o calendário agrícola regional

A escolha do período de realização, no mês de novembro de 2026, alinha-se aos cronogramas de encerramento da colheita industrial da temporada vigente e ao início do planejamento de aquisição de insumos para os transplantes que ocorrem no início do próximo ano-safra. As rodadas de negociação de contratos de fornecimento entre agroindústrias e produtores costumam se intensificar nos meses subsequentes.

Com a apresentação dos ensaios em Paulínia, a empresa remetente projeta ampliar a penetração de suas plataformas biológicas e químicas nos dois principais estados receptores do evento. O canal de distribuição e as revendas de defensivos monitoram de perto os ensaios técnicos, visto que as recomendações emitidas por agrônomos participantes influenciam diretamente a formação de estoque comercial para o primeiro semestre de 2027. 

A realização de visitas direcionadas a pesquisadores de bancada e agrônomos de desenvolvimento de mercado sinaliza uma estratégia B2B de relacionamento focada na demonstração empírica de retorno sobre investimento (ROI), contrapondo-se ao modelo genérico de vendas baseado em preço por litro ou quilo de formulação comercial.

Análise Brasil Inovador

A intensificação tecnológica da tomaticultura brasileira reflete um movimento estrutural de sofisticação do agronegócio de valor agregado, em que a fronteira entre insumos químicos tradicionais e biotecnologia fisiológica se dissipa rapidamente. Em lavouras de alto investimento de capital por hectare, a previsibilidade produtiva supera o custo nominal do defensivo como principal critério de decisão de compra por parte das gerências agrícolas e cooperativas industriais.

O modelo de validação técnica em centros proprietários de inovação responde a uma necessidade concreta de blindagem econômica contra o risco de resistência biológica e perdas climáticas severas. À medida que o processamento industrial de alimentos impõe contratos de integração mais rígidos com penalidades para matéria-prima fora dos parâmetros de acidez e brix, a gestão agronômica é empurrada para decisões baseadas em ensaios multicêntricos e assistência de consultorias especializadas.

A médio e longo prazo, polos como o planalto goiano e o interior paulista devem concentrar fornecedores capazes de entregar pacotes combinados de defensivos sintéticos, ferramentas biológicas e dados técnicos rastreáveis. A governança da cadeia de suprimentos de hortifrúti mecanizado consolida, assim, uma dinâmica em que investimentos corporativos em pesquisa aplicada servem como âncora direta para a competitividade fabril e para a segurança de abastecimento do setor alimentício nacional.

FONTE/CRÉDITOS: João Zanin/Brasil Inovador

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