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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Notícias/SEGURANÇA PÚBLICA

Golpe do ‘falso advogado’ registrou vítimas em Paulínia e no interior paulista

Polícia faz operação contra organização criminosa que movimentou mais de R$ 10 milhões

Golpe do ‘falso advogado’ registrou vítimas em Paulínia e no interior paulista
Casal é preso durante operação do 'Falso Advogado' pela polícia de Rio Preto (Foto: Arquivo pessoal)
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Uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 10 milhões com o golpe do “falso advogado” foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na manhã de terça-feira (19). O grupo é acusado de ter feito diversas vítimas no interior paulista, inclusive em Paulínia.

A polícia cumpriu dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e valores para ressarcir as vítimas. Até as 9h de ontem, oito pessoas já tinham sido presas na Grande São Paulo e no litoral paulista.

De acordo com as investigações, a quadrilha movimentou cerca de R$ 10 milhões em apenas seis meses, entre outubro do ano passado e abril deste ano, utilizando indevidamente nomes de advogados e falsas decisões judiciais para enganar vítimas.

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A reportagem apurou que uma das suspeitas movimentou sozinha R$ 3 milhões nas fraudes digitais. A investigação apontou ao menos 12 vítimas da quadrilha no Noroeste paulista e em cidades como Paulínia, Novo Horizonte, e Bauru.

Um morador de São José do Rio Preto perdeu R$ 35 mil após acreditar nas mensagens enviadas pelos golpistas. “O número de vítimas e o prejuízo total podem ser ainda maiores, pois há casos em que não houve registro”, afirmou o delegado da Seccional de Rio Preto, Everson Aparecido Contelli.

Os presos podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Como funciona o golpe

Os golpistas passam a ter acesso a dados básicos das vítimas, como nome completo e até detalhes sobre processos em andamento, e entram em contato alegando a necessidade de pagamento de taxas ou impostos para a liberação de valores supostamente ganhos em ações judiciais.

O grupo entrava em contato por meio de uma central telefônica para convencer clientes. Em alguns casos, o esquema utilizava tecnologia para reproduzir a voz real dos advogados.

"Mão Fantasma"

’Outra operação da Polícia Civil de Rio Preto cumpriu três mandados de busca e apreensão na zona Sul de São Paulo, também na manhã de ontem (19), contra suspeitos de aplicar o “Golpe da Mão Fantasma”, uma fraude virtual que permite aos criminosos controlar o celular das vítimas à distância e esvaziar contas bancárias.

Segundo a investigação, os suspeitos moram na região do Capão Redondo, na capital paulista. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e documentos. Três pessoas foram detidas e levadas para a delegacia para prestar depoimento. Entre elas, o principal operador das contas bancárias, nas quais o dinheiro do golpe era aplicado.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo foi identificado após o rastreamento de contas bancárias usadas para receber o dinheiro retirado das vítimas. No golpe, os criminosos ligam para a vítima fingindo ser funcionários do setor de segurança de bancos e dizem que existe uma movimentação suspeita na conta bancária.

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