Todos os dias, caminhões cruzam as rodovias do país transportando cargas perigosas, e um único erro pode ter consequências graves. Na série especial, a caminhoneira Andressa de Oliveira Luiz, de 38 anos, mostra os desafios e a responsabilidade de conduzir um caminhão-tanque de 26 metros de comprimento, nove eixos e capacidade para transportar 62 mil litros de combustível.
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Há oito anos na profissão, Andressa trocou a carreira na indústria têxtil pela estrada. Após experiências dirigindo vans, buscou qualificação para atuar no transporte de produtos perigosos. "Nós temos regras a cumprir por ser um produto altamente perigoso. (...) Os riscos são muito, muito grandes", afirma. Segundo ela, uma simples colisão pode resultar em explosões e acidentes de grandes proporções.
Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, no ano passado, foram registrados 173 acidentes envolvendo caminhoneiras, contra mais de 20 mil ocorrências com motoristas homens no transporte de cargas. Especialistas apontam que mulheres tendem a respeitar mais as normas de trânsito, o que contribui para a redução de acidentes e infrações.
Apesar dos avanços, Andressa relata que ainda enfrenta preconceito nas estradas. Na transportadora onde trabalha, em Paulínia, apenas 3% dos motoristas são mulheres, mas a empresa busca ampliar essa participação por meio de treinamentos e novas oportunidades. Em escolas de capacitação, o número de mulheres formadas também cresce, refletindo uma mudança gradual em um setor historicamente dominado pelos homens.
(JR NA TV/R7)