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Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Região

Com torneiras secas três dias, moradores de Sumaré recorrem a galões e água de chuva

Tiveram que comprar galões para atividades básicas e até coletaram água da chuva para ter água em casa

Com torneiras secas três dias, moradores de Sumaré recorrem a galões e água de chuva
Moradores de bairros de Sumaré reclamam da falta d'água há três dias; alguns usam galões e até água da chuva para tarefas diárias — Foto: Reprodução/EPTV
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Moradores de diferentes bairros de Sumaré relataram nos últimos dias dificuldades para realizar atividades básicas após ficarem sem água há pelo menos três dias. Sem conseguir tomar banho, lavar louça, colocar roupas para lavar ou até dar descarga, muitas famílias passaram a comprar galões de água e, em alguns casos, até a coletar água da chuva para enfrentar o desabastecimento.

A BRK, concessionária responsável pelo abastecimento da cidade, destacou que diferentes problemas afetaram a distribuição na cidade, incluindo a interrupção na captação na quarta-feira (14) após a identificação de odor de diesel no manancial, impactado pelo, em Campinas ( tombamento de uma carreta carregada com combustível no Ribeirão Anhumas (veja destaque abaixo nesta matéria).

No Jardim Viel, a aposentada Ana Maria dos Santos conta que está sem abastecimento desde a manhã de domingo (11). A caixa d'água da casa, com capacidade para 300 litros, sustentou o consumo da família apenas até segunda-feira (12).

Ela afirma que foi surpreendida pela interrupção e que não recebeu aviso prévio.

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Segundo Ana Maria, a água chegou a retornar brevemente na noite de segunda-feira (12), mas o fornecimento voltou a ser interrompido pouco tempo depois. "Voltou, mas nem chegou a ficar meia hora de água e acabou de novo", relata.

No Jardim Cidade Nova, bairro vizinho, a dona de casa Francielle Mitterer enfrenta situação semelhante. Ela afirma que a água acabou por volta das 10h de segunda-feira (12) e que a reserva armazenada também se esgotou.

Com uma filha de 1 ano e 3 meses em casa, ela diz que a falta de água compromete a rotina da família.

"Estamos sem conseguir lavar roupa, sem conseguir lavar louça, sem higienizar a casa, sem higienizar uma criança que usa várias fraldas por dia", afirma.

Sem previsão concreta para a normalização do abastecimento, Francielle diz que pretende recorrer à casa da mãe para garantir o banho da filha. Para cozinhar, a alternativa tem sido utilizar água comprada.

A dona de casa Bruna Toledo também relata problemas recorrentes com a falta de água na região. Acostumada com interrupções no abastecimento, ela costuma armazenar água em garrafas sempre que o serviço é restabelecido. Desta vez, porém, a reserva acabou.

Durante a chuva desta terça-feira (13), Bruna espalhou baldes pelo quintal para tentar aproveitar a água.

"Minha pia está cheia de louça, roupa para lavar. Cada dia eles aumentam a previsão e nada, não volta a água", reclama.

Entre os moradores, além dos transtornos causados pela falta do serviço, predomina a insatisfação com a ausência de informações mais precisas sobre o problema e os prazos para a retomada do abastecimento.

"Minha água da caixa acabou ontem de manhã. Não tenho água para descarga, para lavar louça, para fazer comida. Quem cobra esse prejuízo? As minhas contas estão pagas", questiona Bruna.

Os moradores pedem mais transparência da concessionária e cobram uma solução definitiva para as interrupções frequentes no fornecimento de água. "Gostaria de um pouco mais de atitude das pessoas e um pouco mais de informação", resume Ana Maria.

O que diz a BRK

Em nota, a BRK explicou que as ocorrências de falta d'água registradas nos últimos dias em Sumaré foram causadas por situações diferentes e isoladas.

No domingo (11), e na segunda-feira (12), o aumento no consumo de água provocou oscilações de pressão na rede, especialmente em regiões mais afastadas e em pontos mais altos da cidade, sem registro de interrupção generalizada do abastecimento.

Já na terça-feira (13), a concessionária realizou um reparo emergencial após o rompimento de uma rede na região do Jardim Maria Antônia. Segundo a empresa, o serviço foi concluído dentro da programação prevista.

Na quarta-feira (14), de acordo com a BRK, as oscilações no abastecimento são consequência da suspensão preventiva da captação de água bruta no Rio Atibaia.

A medida foi adotada após a identificação de odor de diesel no manancial, impactado pelo tombamento de uma carreta carregada com combustível no Ribeirão Anhumas, em Campinas.

Por essa razão, ainda segundo a concessionária, a normalização do sistema de abastecimento depende das análises técnicas, das condições do manancial e da validação dos parâmetros que medem a qualidade da água potável.

A BRK informou que a medida é necessária para garantir a segurança da operação e a qualidade da água distribuída aos moradores de Sumaré.

A empresa afirmou ainda que mantém o envio de caminhões-pipa para atendimento prioritário de serviços essenciais, como hospitais e escolas. Enquanto isso, os moradores aguardam a normalização do abastecimento.

FONTE/CRÉDITOS: EPTV

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