A Polícia Militar descobriu em Sumaré que uma adega era utilizada como fachada para dois tipos de crime: o tráfico de drogas e a exploração de máquinas caça-níqueis (equipamentos programados para receber apostas em dinheiro). O comércio tinha no nome o número do código de área 019, o mesmo utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para demarcar a atuação nos municípios da região de Campinas. O proprietário do estabelecimento foi preso. No local, os policiais apreenderam 3,8 quilos de drogas, R$ 8,6 mil em dinheiro, 13 máquinas caça-níqueis, um revólver e mais duas armas falsas – sem poder de fogo.
A adega fica na Rua São Gouveia, no bairro San Martin, quase no limite com Campinas. Policiais que faziam patrulhamento na região receberam uma denúncia anônima sobre o esquema criminoso que funcionava no estabelecimento.
A PM fez uma varredura no comércio e encontrou as máquinas de jogos ilegais num cômodo nos fundos. No segundo cômodo havia toda a estrutura de um depósito de drogas. Foram apreendidos 2,1 quilos de cocaína, 1,4 quilo de maconha, além de 180 gramas de crack, 54 gramas de dry e 11 gramas de ecstasy, além de um revólver de calibre 22, mais 41 munições do mesmo calibre (27 intactas e 14 deflagradas), as duas armas falsas semelhantes a um revólver e a uma pistola, 450 microtubos vazios, dois rádios portáteis, um aparelho celular e o total de R$ 8.643,22 em dinheiro.
“Atrás do balcão, foi localizada uma sacola preta contendo drogas de diferentes tipos, um simulacro de pistola e dinheiro”, informou a PM em nota. O restante do entorpecente estava em um cômodo com a porta trancada. “Todas as diligências foram registradas por meio de vídeos, e a equipe de perícia realizou registros fotográficos dos locais e dos materiais encontrados, para documentação e subsídio à apuração dos fatos”, descreveram os policiais.
O comerciante foi levado ao 3.º Distrito Policial (DP) de Sumaré e autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, porte de arma e jogo de azar. Ele foi levado para uma cadeia pública. A Polícia Civil vai dar sequência às investigações. O objetivo é identificar se outros comércios estão sendo utilizados pela facção criminosa como fachada.
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