Paulínia registrou uma redução significativa nos casos de dengue nos cinco primeiros meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Dados da vigilância epidemiológica apontam que, entre janeiro e maio deste ano, o município contabilizou 460 notificações e 187 casos confirmados, sendo 176 autóctones e 11 importados.
No mesmo período de 2025, Paulínia havia registrado 4.607 notificações e 3.563 casos confirmados, dos quais 38 eram importados. Isso representa uma queda de aproximadamente 90% nas notificações e de 94,7% nos casos confirmados da doença.
Os números oficiais são registrados pela Secretaria Municipal de Saúde de Paulínia e informados ao Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, responsável pelo monitoramento dos casos em todo o território paulista.
Comparativo mês a mês
| Mês | 2025 – Notificações | 2025 – Confirmados | 2026 – Notificações | 2026 – Confirmados |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro | 234 | 148 | 61 | 16 |
| Fevereiro | 605 | 453 | 66 | 18 |
| Março | 1.470 | 1.224 | 75 | 19 |
| Abril | 1.386 | 1.071 | 129 | 65 |
| Maio | 912 | 667 | 129 | 69 |
| Total | 4.607 | 3.563 | 460 | 187 |
Queda registrada em 2026
Notificações: de 4.607 para 460 (redução de 90%).
Casos confirmados: de 3.563 para 187 (redução de 94,7%).
Casos importados: de 38 para 11 (queda de 71%).
Apesar da expressiva redução, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o alerta para que a população continue adotando medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti, eliminando recipientes que possam acumular água parada e servir de criadouros.
Os dados também mostram que a maior parte das infecções registradas em 2026 foi classificada como autóctone, ou seja, contraída dentro do próprio município, evidenciando a necessidade de manter as ações de vigilância, controle de vetores e conscientização da população.
Participação da sociedade
A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida da sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença, porém, cada cidadão precisa contribuir destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros do Aedes aegypti. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro dos imóveis.
Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado ou limpo com bucha, água e sabão a cada sete dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.
Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).pesar de os números estarem abaixo dos registrados em municípios vizinhos da Região Metropolitana de Campinas, as autoridades de saúde alertam que a vigilância deve continuar durante todo o ano, especialmente nos períodos de temperaturas elevadas e chuvas frequentes, condições que favorecem a proliferação do vetor.
