Paulínia News - Sua fonte de notícias na cidade de Paulínia - SP

Terça-feira, 04 de Agosto de 2026

Notícias/Economia

Yara negocia venda de fábrica de ácido sulfúrico em Paulínia

Zaraplast negocia compra de uma planta industrial hibernada

Yara negocia venda de fábrica de ácido sulfúrico em Paulínia
Fábrica de ácido sulfúrico da Yara que está sendo negociada com o Grupo Zaraplast (Crédito: Divulgação)
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando
O Grupo Zaraplast, tradicional fabricante de embalagens plásticas, prepara sua entrada no mercado de ácido sulfúrico. A companhia negocia a compra de uma planta industrial hibernada em Paulínia.

Atualmente, a fábrica pertence à gigante norueguesa Yara Fertilizantes. A operação representa a primeira incursão do grupo paulista fora do setor de embalagens plásticas.

Entrada no mercado de ácido sulfúrico

A aquisição será formalizada pela Gofrit Fertilizantes, empresa constituída especificamente para a operação. Criada dentro da estrutura do Zaraplast, a companhia ainda não possui atividade operacional própria.

O contrato de compra e venda de ativos foi assinado em 16 de julho. As tratativas correm sob sigilo, com valores da transação não divulgados pelas partes envolvidas.

Publicidade

Leia Também:

O ativo negociado reúne duas matrículas registradas em Paulínia, ocupando mais de 340 mil metros quadrados. A planta possui duas linhas de produção de ácido sulfúrico, ambas fora de operação, atualmente.

A planta integra o pacote de hibernação anunciado pela Yara em fevereiro de 2025. Naquele momento, a multinacional interrompeu a produção de fosfatados e ácido sulfúrico em Cubatão e Paulínia.

A companhia decidiu concentrar sua operação no Brasil na fabricação de fertilizantes nitrogenados. Frentes como soluções de baixo carbono e neutralidade climática também entraram no argumento da hibernação.

Sob o novo controle, a retomada de uma das linhas está prevista para ocorrer até o fechamento do negócio. A capacidade a ser reativada gira em torno de 218 mil toneladas anuais, hoje ociosa.

Fora do setor de embalagens

Fundada em 1967, a Zaraplast se consolidou como uma das maiores fabricantes de embalagens flexíveis do país. A companhia atende setores como alimentos, higiene, agronegócio e petroquímica.

O grupo também mantém frentes fora da manufatura, com participações em incorporação imobiliária, locação e holdings familiares. A compra do ativo químico soma-se a esse histórico de diversificação.

A entrada no segmento amplia a atuação do conglomerado para além das embalagens, setor que já atende fabricantes de fertilizantes. O ácido sulfúrico funciona como insumo intermediário nessa cadeia.

Para o grupo, a operação abre uma frente inédita de receita, dissociada do ciclo de demanda por embalagens industriais. Já para a Yara, a venda libera capital de um ativo que estava parado.

Mercado concentrado

O ácido sulfúrico é matéria prima intermediária na cadeia de fertilizantes fosfatados, como o superfosfato simples. Também é usado na produção de baterias e no refino de petróleo.

O mercado brasileiro do insumo é predominantemente abastecido por produtores locais, como a própria Yara, Mosaic, CMOC, AngloGold e Elekeiroz. Uma fatia menor da demanda depende de importações.

A planta de Paulínia responde por participação reduzida na produção nacional, padrão comum entre ativos hibernados do setor. Para o Zaraplast, o negócio marca a estreia em uma cadeia industrial distinta.

O ativo chega, porém, com base já instalada e contratos de fornecimento herdados da operação anterior. A expectativa é manter o abastecimento a clientes que já compravam o insumo antes da paralisação.

FONTE/CRÉDITOS: Alexandre Inacio/Capital Aberto

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!