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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

Notícias/Economia

Paulínia está classificada entre as cidades mais competitivas do País

Região de Campinas tem quatro municípios classificados no ranking nacional

Paulínia está classificada entre as cidades mais competitivas do País
Resultado do ranking reforça posição de Paulínia com elevada capacidade das cidades da RMC em gerar riquezas, atrair investimentos e oferecer serviços e estrutura institucional (Foto: Replan)
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A Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem quatro cidades entre as 50 mais competitivas do país. É o que mostra estudo feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com Campinas apresentando o melhor resultado, ao ocupar o 8º lugar geral. O Ranking de Competitividade traz ainda Indaiatuba na 12ª posição, Paulínia em 16º e Itatiba na 44ª colocação.

Nesta edição, o levantamento avaliou 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, cidades que concentram parcela expressiva da população e do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a soma de todos os bens e serviços produtos. A análise considerou três dimensões (Instituições, Sociedade e Economia), divididas em 13 pilares e 65 indicadores, com foco na qualidade da gestão local e da vida urbana.

Ao considerar o estudo completo, o número de cidades da RMC sobe para nove, com todas aparecendo entre as 200 melhores. Ou seja, todos os municípios da Grande Campinas que se enquadravam no recorte populacional adotado pela pesquisa entraram no ranking. Ele traz ainda Hortolândia, que ficou no 61ª, lugar, Valinhos (64º), Americana (72º), Santa Bárbara d´Oeste (113º) e Sumaré (182º).

“O resultado da Região Metropolitana de Campinas no ranking é muito expressivo. A presença de quatro municípios entre os 50 primeiros e de nove entre os 200 melhores mostra que existe um núcleo regional de cidades com elevada capacidade de geração de riqueza, atração de investimentos, oferta de serviços e estrutura institucional”, avaliou o economista Felipe Salto. “Não se trata simplesmente de um ranking de PIB ou de renda: a competitividade procura medir a capacidade do município de transformar sua estrutura econômica e sua gestão em condições de desenvolvimento e bem-estar”, acrescentou.

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O ranking é baseado em dados oficiais fornecidos pelos próprios municípios e de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), DataSus, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Relatório Finanças do Brasil (Finbra). 

De acordo com o CLP, o estudo oferece um raio-X da gestão pública local a partir de indicadores estruturados em pilares como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação e sustentabilidade ambiental. “O ranking não é uma competição comum. Ninguém precisa perder para o outro ganhar. Ele busca estimular a competição positiva que faz cada município entregar mais e melhores serviços para o cidadão”, disse Rodolfo Fiori, cofundador da Gove, consultoria responsável pela pesquisa técnica do estudo.

AVALIAÇÃO

Campinas ficou à frente de 22 capitais brasileiras, entre elas Rio de Janeiro e Brasília. A liderança no ranking foi, pela primeira vez, de Vitória (ES), seguida por Florianópolis (SC), Porto Alegre (SC), Curitiba (PR) e São Paulo. Outras duas cidades que não são capitais estão nas primeiras sete posições – São Caetano do Sul (SP) e Maringá (PR). “A principal vantagem de Campinas é a diversificação econômica. A cidade não depende de uma única atividade. Possui indústria, comércio, serviços especializados, tecnologia, saúde, educação, pesquisa e um importante ecossistema de inovação”, avaliou Felipe Salto. 

“Outro diferencial é sua condição de metrópole regional. Campinas funciona como polo de serviços para dezenas de municípios, concentrando hospitais, universidades, empresas de tecnologia, comércio especializado e serviços corporativos”, acrescentou o economista. Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, o resultado reforça a posição de Campinas, mas também evidencia a importância de manter uma agenda permanente de fortalecimento do ambiente econômico e de inovação do município.

“Campinas estar entre os municípios mais competitivos do Brasil é um reconhecimento importante, mas também traz uma responsabilidade. O resultado mostra que temos uma base sólida para o desenvolvimento, mas que a competitividade precisa ser construída continuamente. Nosso papel é trabalhar para que esses diferentes ativos estejam cada vez mais conectados e se traduzam em investimentos, geração de negócios, inovação e oportunidades para a população”, disse ela. 

Segundo Adriana Flosi, a qualidade de vida é resultado de um conjunto de políticas que envolvem desenvolvimento econômico, inclusão social, educação, saúde e planejamento urbano. “Campinas tem um ecossistema forte e uma estrutura consolidada, mas seguimos trabalhando para avançar ainda mais”, completou.

FONTE/CRÉDITOS: Edimarcio A. Monteiro/Correio Popular

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