A Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem quatro cidades entre as 50 mais competitivas do país. É o que mostra estudo feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com Campinas apresentando o melhor resultado, ao ocupar o 8º lugar geral. O Ranking de Competitividade traz ainda Indaiatuba na 12ª posição, Paulínia em 16º e Itatiba na 44ª colocação.
Nesta edição, o levantamento avaliou 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, cidades que concentram parcela expressiva da população e do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a soma de todos os bens e serviços produtos. A análise considerou três dimensões (Instituições, Sociedade e Economia), divididas em 13 pilares e 65 indicadores, com foco na qualidade da gestão local e da vida urbana.
“O resultado da Região Metropolitana de Campinas no ranking é muito expressivo. A presença de quatro municípios entre os 50 primeiros e de nove entre os 200 melhores mostra que existe um núcleo regional de cidades com elevada capacidade de geração de riqueza, atração de investimentos, oferta de serviços e estrutura institucional”, avaliou o economista Felipe Salto. “Não se trata simplesmente de um ranking de PIB ou de renda: a competitividade procura medir a capacidade do município de transformar sua estrutura econômica e sua gestão em condições de desenvolvimento e bem-estar”, acrescentou.
O ranking é baseado em dados oficiais fornecidos pelos próprios municípios e de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), DataSus, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Relatório Finanças do Brasil (Finbra).
De acordo com o CLP, o estudo oferece um raio-X da gestão pública local a partir de indicadores estruturados em pilares como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação e sustentabilidade ambiental. “O ranking não é uma competição comum. Ninguém precisa perder para o outro ganhar. Ele busca estimular a competição positiva que faz cada município entregar mais e melhores serviços para o cidadão”, disse Rodolfo Fiori, cofundador da Gove, consultoria responsável pela pesquisa técnica do estudo.
AVALIAÇÃO
Campinas ficou à frente de 22 capitais brasileiras, entre elas Rio de Janeiro e Brasília. A liderança no ranking foi, pela primeira vez, de Vitória (ES), seguida por Florianópolis (SC), Porto Alegre (SC), Curitiba (PR) e São Paulo. Outras duas cidades que não são capitais estão nas primeiras sete posições – São Caetano do Sul (SP) e Maringá (PR). “A principal vantagem de Campinas é a diversificação econômica. A cidade não depende de uma única atividade. Possui indústria, comércio, serviços especializados, tecnologia, saúde, educação, pesquisa e um importante ecossistema de inovação”, avaliou Felipe Salto.
“Outro diferencial é sua condição de metrópole regional. Campinas funciona como polo de serviços para dezenas de municípios, concentrando hospitais, universidades, empresas de tecnologia, comércio especializado e serviços corporativos”, acrescentou o economista. Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, o resultado reforça a posição de Campinas, mas também evidencia a importância de manter uma agenda permanente de fortalecimento do ambiente econômico e de inovação do município.
“Campinas estar entre os municípios mais competitivos do Brasil é um reconhecimento importante, mas também traz uma responsabilidade. O resultado mostra que temos uma base sólida para o desenvolvimento, mas que a competitividade precisa ser construída continuamente. Nosso papel é trabalhar para que esses diferentes ativos estejam cada vez mais conectados e se traduzam em investimentos, geração de negócios, inovação e oportunidades para a população”, disse ela.
Segundo Adriana Flosi, a qualidade de vida é resultado de um conjunto de políticas que envolvem desenvolvimento econômico, inclusão social, educação, saúde e planejamento urbano. “Campinas tem um ecossistema forte e uma estrutura consolidada, mas seguimos trabalhando para avançar ainda mais”, completou.