Paulínia News - Sua fonte de notícias na cidade de Paulínia - SP

Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

Notícias/Geral

Temporal com rajadas de vento causa estragos em Paulínia e cidades da região

Mais de 30 árvores caíram entre o município, em Campinas e também em Valinhos

Temporal com rajadas de vento causa estragos em Paulínia e cidades da região
Em Paulínia, a Defesa Civil registrou a quedade três árvores, de um poste e de um outdoor (Denny Cesare)
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando
 

Em Paulínia, o acumulado de chuva em menos de 24 horas chegou a 23 mm, com ventos que alcançaram os 18 km/h. A Defesa Civil da cidade registrou a queda de três árvores, de um poste e de um outdoor, que demandou um guindaste para a retirada da estrutura que estava instalada em uma revendedora de carros.  

O outdoor contava com uma placa de 30 metros quadrados e despencou na calçada, em frente ao estabelecimento e ao lado de uma padaria durante a madrugada. O incidente assustou o gerente da loja, Adilson Costa. “Quem ouviu foi o padeiro, que já estava trabalhando na hora que tudo aconteceu. Ele ouviu um estrondo e começou a me ligar”, contou.

A ocorrência demandou o atendimento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e da Defesa Civil. A previsão, acrescenta, é de que ainda hoje a situação seja resolvida. “Por sorte não tinha ninguém passando na hora que tudo aconteceu. Eu só fui entender o tamanho do estrago na hora que acordei. A gente calcula que o prejuízo deve alcançar os R$ 30 mil. Realmente, a força da natureza é algo que não conseguimos conter”, alertou.

Publicidade

Leia Também:

Oscilações drásticas

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem registrado desde o final de semana uma “gangorra térmica”, com oscilações drásticas do clima observadas em curtos períodos de tempo. As altas temperaturas, associadas à chegada de uma frente fria na madrugada da terça-feira, contribuíram para a formação de um temporal que registrou rajadas de vento de até 59 km/h. Mais de 30 árvores caíram entre Paulínia, Campinas e Valinhos, cidade que também registrou a queda de um poste e de um outdoor. 

Segundo o meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Bruno Bainy, o acumulado de chuva até a tarde de ontem foi de quase 40 mm, mais da metade de todo o volume esperado para setembro (65 mm). Novas tempestades não são previstas nos próximos dias e a retomada do calor deverá ocorrer até sexta-feira, quando os termômetros podem alcançar os 30ºC.

De acordo com Bainy, a frequente mudança das massas de ar quente e frio na região tem provocado esse cenário de “gangorra térmica”. Ontem, acrescenta, foi registrada a queda nas temperaturas devido à chegada de uma frente fria, porém o fenômeno já deve perder força amanhã, quando as temperaturas voltarão a subir.

“Na sexta-feira essa massa de ar quente irá prevalecer, mas no feriado outra massa de ar frio chegará, por isso é esperado mais chuva no início da próxima semana, como uma repetição do que vivemos nos últimos dias”, explicou Bainy. A previsão, acrescenta, é de que a primeira quinzena do mês seja atípica, com mais dias de chuva do que o esperado. “Acredito que essas mudanças já são reflexos do El Niño”, apontou. 

Segundo o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, apesar da alternância constante do clima, a chegada da chuva é fundamental para contrapor o tempo seco registrado nos últimos três meses. “A chuva trouxe um alívio para a estiagem e deve contribuir para a prevenção de incêndios devido à umidade da vegetação. Essa mudança no clima vai ajudar a lidar com a chegada das próximas ondas de calor”, garantiu Furtado.

O problema, acrescenta, são as rajadas de vento fruto da instabilidade causada pela chegada das frentes fria, que tornam o cenário propício para temporais. “A natureza sempre vai surpreender. Então, por mais que a gente acompanhe essas mudanças no clima, será cada vez mais difícil precisar quando e onde elas vão ocorrer. Por isso, que a gente emite o alerta, para a população ficar atenta, porque em algum lugar terá transtorno”, explicou.

Para Furtado, o El Niño tem intensificado as frequentes oscilações térmicas registradas na região, principalmente nas últimas quatro semanas. No mês passado, por exemplo, a Defesa Civil de Campinas emitiu diversos alertas que apontavam rajadas de vento, baixa umidade do ar, incêndio e chuva. “Já estamos vivendo os efeitos do El Niño. Isso, portanto, é um fato para a nossa região, em que toda semana temos registrados ocorrências provocadas pelo tempo”, disse ao ressaltar que com a chegada da primavera, no próximo dia 22, as oscilações térmicas deverão permanecer em alta junto das pancadas de chuva. 

Estragos na região

Em Campinas, a chuva provocou a queda de 21 árvores, 1 destelhamento, uma queda de muro deixou 2 imóveis em risco e causou 2 alagamentos na Av. Heitor Penteado, na área do Taquaral. A Defesa Civil informou que o acumulado de chuvas chegou 50 mm na cidade em 24 horas, período em que as equipes da Prefeitura foram às ruas para retirar árvores, liberar vias e orientar o trânsito.

A professora aposentada, Eliana Whon Rath, foi uma das moradoras de Campinas que se assustou com o temporal durante a madrugada de terça-feira. Por volta da 1h30, o ipê-rosa que estava na calçada em frente à sua casa caiu sobre o portão da residência e por pouco atingiu o seu carro. A queda da árvore que tinha mais de 30 anos assustou Eliana enquanto ela dormia.

“Eu levantei da cama e abri a cortina por causa do barulho do vento e foi como se um tufão passasse e levasse a árvore junto”, alertou. A aposentada ficou com resquícios do tronco que foi cortado, como uma lembrança do ipê, e afirmou que nunca tinha passado por uma situação semelhante. 

“Foi um Deus nos acuda porque a gente não sabia se com a queda, que danificou a fiação do poste, o portão tinha ficado energizado. Então eu tive que esperar a equipe da Defesa Civil chegar para ficar tranquila. Agora está tudo bem, vamos aguardar para saber de quanto será o prejuízo”, lamentou.

Em Valinhos, a Prefeitura registrou 28,5 mm de chuva entre a meia-noite e às 11h30 de ontem, período em que 7 árvores caíram em diversos pontos da cidade sem o registro de vítimas ou prejuízos materiais. Em Americana, o acumulado da precipitação alcançou 25,7 mm até às 07h de ontem. A ventania durante a madrugada causou o destelhamento completo de uma residência localizada no Jardim Nossa Senhora Aparecida.

FONTE/CRÉDITOS: Mariana Camba/Correio Popular

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!