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Domingo, 08 de Marco de 2026

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Empresário de Paulínia e cúmplices são detidos em operação contra furto de combustíveis

Produto era desviado de um duto da Tsanspetro

Empresário de Paulínia e cúmplices são detidos em operação contra furto de combustíveis
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O empresário Marcelo Teixeira de Gouveia, dono de uma distribuidora de combustíveis, foi preso na segunda-feira (2), em Campinas (foto), sob a suspeita de fazer parte de um grupo criminoso e comprar combustíveis furtados de um duto da Transpetro que liga Paulínia a Brasília (DF). A noícia foi destaque em noticiário da EPTV.

De acordo com o delegado André Baldochi, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, o empresário que tem a empresa instalada em Paulínia foi preso após os investigadores comprovarem que ele foi responsável por adquirir o combustível furtado.

"Identificamos duas empresas responsáveis por adquirir esse combustível: uma empresa de Paulina e uma empresa de Ardenópolis. Um dos empresários, dono dessa empresa de Paulina, foi preso hoje na cidade de Campinas, porque nós demonstramos que foi ele quem adquiriu esse combustível. A compra se deu, de fato, por essa empresa de Paulina, por esse empresário de Campinas", explica Baldochi.

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Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, e causou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. As investigações começaram em agosto de 2025, após o furto em um duto na Rodovia Anhanguera (SP-330) entre Ribeirão Preto (SP) e Cravinhos (SP).

Até a última atualização desta reportagem, sete dos nove mandados de prisão temporária haviam sido cumpridos, e dois suspeitos seguiam foragidos. As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático.

Os alvos são suspeitos de atuar na soldagem do duto no momento dos crimes. Também há motoristas de caminhões que transportavam os combustíveis furtados e empresas distribuidoras que adquiriam os produtos.

O duto, alvo de furtos investigados pelas autoridades, tem origem no município de Paulínia e segue até Brasília. Ao longo do trajeto, atravessa diferentes regiões do país: passa pelo estado de São Paulo, pelo Triângulo Mineiro, pelo estado de Goiás e, por fim, chega ao Distrito Federal. Durante o percurso, existem diversos pontos de parada para o descarregamento do combustível.

"Há uma divisão de tarefas muito clara. Por ser um crime mais específico, você tem a pessoa especialista em soldar um registro junto aos dutos. Eles acessam o duto, seja cavando, seja quando o duto acaba, em algum momento, sendo exposto na terra, eles soldam o registro ali, depois vêm os motoristas com os caminhões, é acoplada uma mangueira, e com esse combustível é abastecido o caminhão, através da pressão do duto", explica Baldochi.

Envolvidos detidos

A Polícia Civil também divulgou nomes e a função de alguns dos suspeitos. Veja quem são: Laerte Rodrigues dos Santos (preso em Artur Nogueira) - um dos líderes da quadrilha.
Marcelo Teixeira de Gouveia (preso em Campinas) - dono de uma distribuidora em Paulínia.
Wagner de Souza Leite (preso em Ribeirão Preto) - motorista e dono de uma transportadora.
Wagner Silva Leite (foragido) - filho de Wagner de Souza e atuou como motorista.
Calil Fernando Carneiro (preso em Ribeirão Preto) - já atuou como motorista, mas agora atuava na preparação do duto. Já tinha sido preso em 2020 pelo mesmo tipo de crime

Operação Sangria

Além de Paulínia, as ações da polícia foram realizadas em pelo menos outras seis cidades da região e de outras localidades do Estado: Campinas, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis.

Entre os mandados de busca cumpridos, dois foram em empresas distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto furtado. Um empresário do setor foi preso em Campinas.

Além disso, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos informáticos, que serão periciados.

A operação visa atuar não só contra a subtração de combustível, mas também os consequentes danos à infraestrutura dutoviária, impactos operacionais e riscos ambientais.

"São tipos de crime que causam enorme prejuízo à empresa, não só do combustível subtraído, mas o reparo desses dutos, esses dutos ficam parados, ou seja, há um enorme risco de desabastecimento, além dos crimes ambientais", destaca o delegado.

Transpetro

Em nota, a Transpetro destacou ser vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e que tem como maior preocupação a "preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente".

Para reduzir a ocorrência desses crimes, a empresa diz que usa tecnologia que permite a rápida localização de derivações clandestinas; o trabalho de relacionamento comunitário focado na conscientização das pessoas que vivem no entorno dos ativos, para eventuais denúncias; e convênios com órgãos de segurança pública nos estados.

A companhia ainda pontuou que, entre 2024 e 2025, registrou aumento no número de ataques criminosos a dutos operados por ela nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

"A Transpetro colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública, como as polícias civis e militares, os Ministérios Públicos e o Disque Denúncia", declarou a empresa na nota.

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