O desempenho das exportações no primeiro trimestre foi atingido após as empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) atingirem US$ 462,14 milhões (R$ 2,33 bilhões) em março. De acordo com a Comex Stat, o resultado teve um aumento de 2,92% sobre os US$ 449,01 milhões ( 2,27 bilhões) de igual mês de 2025.
Já as importações atingiram US$ 1,66 bilhão (R$ 8,39 bilhões), aumento de 22,06% em relação ao US$ 1,36 bilhão (R$ 6,88 bilhões) do ano passado. O saldo da balança comercial ficou no negativo em US$ 1,19 bilhão (R$ 6,02 bilhões), elevação de 29,92% sobre os R$ 916,33 milhões (R$ 4,63 bilhões) de 2025.
Entre os itens mais exportados pela RMC estão produtos farmacêuticos, caldeiras, máquinas e instrumentos, produtos de borracha, automóveis e acessórios para veículos. Já os mais importados foram máquias, aparelhos e materiais elétricos, produtos químicos orgânicos, produtos diversos para a indústria química e instrumentos e aparelhos de ótica.
Campinas foi a cidade que mais exportou no mês passado, US$ 101,89 (R$ 515,56 milhões), com uma participação de 22,05% do total da região. A segunda colocação ficou com Indaiatuba (US$ 80,68 milhões), Americana (US$ 60,10 milhões), Vinhedo (US$ 30,77 milhões) e Paulínia (US$ 42,37 milhões).
Porém, Paulínia ficou na liderança entre os importadores, com US$ 481,63 milhões (R$ 2,43 bilhões). O valor representou 28,98% do total das compras no exterior feitas pelas empresas regionais. Campinas ficou na vice-liderança, com US$ 343,21 (R$ 1,72 bilhão), seguida por Indaiatuba (US$ 175,75 milhões), Vinhedo (US$ 112,34 milhões), Sumaré (US$ 89,11 milhões) e Jaguariúna (US$ 85,92 milhões).
LIDERANÇA
O Estado de São Paulo alcançou 13.268 empresas exportadoras em 2025, o maior número já registrado na série histórica, de acordo com o Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa um crescimento de 3,13% em relação a 2024 e reforça a posição do estado como principal polo exportador do Brasil.
O avanço foi registrado em todos os portes empresariais, o que evidencia um ambiente de negócios favorável à internacionalização. Entre as microempresas e MEIs, o número de exportadoras passou de 2.240 para 2.312, alta de 3,2%. Já entre as pequenas empresas, o total subiu de 2.425 para 2.484, crescimento de 2,4%. As médias e grandes empresas, que concentram o maior volume de exportações, passaram de 8.200 para 8.472, avanço de 3,3%.
Para a InvestSP, agência paulista de promoção de competitividade, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, os números refletem o fortalecimento da base exportadora paulista e a ampliação das oportunidades para empresas de diferentes setores e portes acessarem o mercado internacional. “São Paulo tem ampliado de forma consistente sua presença no comércio internacional, e o crescimento do número de empresas exportadoras mostra a força e a diversidade da nossa economia”, afirmou o presidente do órgão, Rui Gomes Junior. (Correio Popular)