O lixo descartado diariamente pela população paulista ganhou uma nova utilidade para o sistema elétrico brasileiro. Localizada em Paulínia, a Usina Termelétrica Paulínia Verde deu início às suas operações comerciais na última terça-feira, 1º de agosto, com uma proposta sustentável: transformar o gás gerado pela decomposição de resíduos urbanos em eletricidade limpa para abastecer o país.
O projeto marca a primeira vez que uma usina movida a biometano passa a integrar de forma contínua a rede elétrica nacional. O empreendimento recebeu um investimento de R$ 180 milhões, fruto de uma parceria entre as empresas Mercurio Partners, Orizon VR e Gera Energia.
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O funcionamento da usina baseia-se na captação do biogás produzido pelo lixo acumulado no aterro Ecoparque de Paulínia. Após passar por um rigoroso processo de filtragem e purificação, esse material se transforma em biometano, um combustível capaz de alimentar motores especiais que geram eletricidade com alto rendimento.
Com capacidade total de 23,4 megawatts, a nova usina fechou um contrato de dez anos para fornecer energia de forma constante ao Sistema Interligado Nacional.
Essa modalidade de fornecimento, conhecida como energia de reserva, serve como uma espécie de garantia para o país em momentos de alta demanda, evitando apagões e trazendo mais estabilidade ao fornecimento de luz, especialmente para a região de Campinas, que apresenta um dos maiores volumes de consumo do estado.
Além de reforçar a segurança energética nacional, a usina traz um impacto positivo direto para o meio ambiente. Ao capturar o gás do lixo e utilizá-lo para a geração de eletricidade, a estrutura evita que cerca de 80 mil toneladas de gases poluentes sejam lançadas na atmosfera a cada ano, combinando inovação tecnológica com a redução dos danos causados pelas mudanças climáticas.
“A entrada em operação via LRCAP reforça o compromisso da Mercurio Partners com investimentos em ativos que fortalecem a segurança e a resiliência da matriz elétrica do Brasil”, ressalta Alexandre Americano, fundador e CEO da Mercurio Partnres.
FONTE/CRÉDITOS: Diário de Paulínia