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Sabado, 27 de Junho de 2026

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Trabalhadores terceirizados da Replan são agredidos durante greve em Paulínia

Dois homens ficaram feridos após agressão na madrugada de sexta

Trabalhadores terceirizados da Replan são agredidos durante greve em Paulínia
Foto: Sindipetro
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Trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior da Petrobras, foram agredidos e ficaram feridos durante uma greve na madrugada de sexta-feira (26), nos arredores da companhia, na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).

A paralisação acontece desde o último dia 15 e reivindica reajuste salarial de 9% e melhorias em benefícios.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), há registro de que dois homens, de 43 e de 49 anos, ficaram feridos. As vítimas participavam da greve, quando cerca de 15 homens, armados e encapuzados, começaram a agredir os grevistas.

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Houve disparos de arma de fogo no local e carros ficaram danificados. O caso foi registrado como lesão corporal, dano e disparo de arma de fogo na Delegacia de Paulínia, que solicitou perícia aos veículos e exames do Instituto Médico Legal (IML) às vítimas.

Em nota, a Replan disse que não recebeu notificação formal sobre a ocorrência, mas tomou conhecimento do caso e, imediatamente, comunicou o fato às empresas prestadoras de serviço envolvidas.

“A Petrobras repudia qualquer forma de violência e reforça que eventuais ocorrências dessa natureza devem ser apuradas pelas autoridades competentes”, completou.

A greve de trabalhadores prestadores de serviço na indústria da construção civil e manutenção industrial da Replan vem sendo realizada desde o último dia 15 e é coordenada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro).

Entre as principais reivindicações estão:
Reajuste salarial de 9%;
Melhorias em benefícios;
Aumento do vale-alimentação;
Aumento do café da manhã;
Aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
Aumento da cesta natalina.

De acordo com a FUP, algumas empresas têm sinalizado disposição para avançar nas negociações, mas outras ainda mantêm propostas consideradas insuficientes pelos funcionários.

Apesar de haver uma determinação judicial que estabelece a manutenção de parte das atividades, a categoria confirmou que os trabalhadores seguem mobilizados por conta da falta de avanços nas negociações.

FONTE/CRÉDITOS: Thalita Souza/CBN

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