A Polícia Civil do Distrito Federal descobriu o esquema criminoso através da construção de um túnel. O local escolhido pelos suspeitos foi um galpão comercial próximo ao oleoduto de Paulínia na região do DF. A operação policial ocorreu após a empresa identificar irregularidades no transporte do produto.
O delegado Fernando Fernandes liderou as investigações que começaram com uma denúncia da Transpetro sobre o desvio detectado entre Paulínia e o terminal final em Brasília. Os policiais monitoraram a área por semanas até flagrarem três indivíduos entrando no imóvel suspeito. No local foram encontrados sacos com terra retirada durante a escavação e mangueiras usadas para extrair o combustível.
Os investigadores também descobriram que os criminosos não tomavam precauções básicas quanto à segurança: havia bitucas de cigarro próximas às instalações improvisadas, aumentando significativamente o risco de explosões devido aos vapores inflamáveis presentes no ambiente.
Um dos detidos já tinha antecedentes criminais pelo mesmo tipo de atividade ilegal há dois anos. As autoridades ressaltaram a gravidade das ações dos envolvidos, destacando que uma explosão poderia atingir um raio devastador afetando residências e estabelecimentos comerciais próximos ao oleoduto.
As operações continuam enquanto equipes trabalham na contenção dos danos causados ao duto subterrâneo pela ação criminosa.
Os suspeitos alugaram uma loja às margens da DF-180 e passaram três meses escavando até alcançar o oleoduto que transporta combustíveis. A operação policial ocorreu na última sexta-feira à noite em Ceilândia, onde os agentes encontraram a estrutura utilizada para retirar e armazenar o combustível.
Além dos prejuízos financeiros significativos causados pelo furto, havia risco potencial de explosão com impacto estimado em até três quilômetros. A área é densamente povoada dentro do bairro Vista Bela.
As investigações agora buscam identificar compradores do combustível roubado e possíveis cúmplices no esquema criminoso. Há indícios apontando para empresários locais como receptadores potenciais.
(Com informações do R7)