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O que é Coleta Seletiva
É um sistema de recolhimento de
materiais recicláveis: papéis, plásticos, vidros e metais,
previamente separados na fonte geradora e que podem ser
reutilizados ou reciclados.
A coleta seletiva funciona, também,
como um processo de educação ambiental na medida em que
sensibiliza a comunidade sobre os problemas do desperdício de
recursos naturais e da poluição causada pelos resíduos.
COLETA SELETIVA E RECICLAGEM DO LIXO
A melhor solução para a destinação final do lixo é ter menos
lixo; a reciclagem é indispensável.
A destinação do lixo é um problema constante em quase todos os
municípios, apesar de ser mais "visível" nas grandes cidades. Os
"lixões" continuam sendo o destino da maior parte dos resíduos
urbanos produzidos no Brasil, com graves prejuízos ao meio
ambiente, à saúde e à qualidade de vida da população.
AS SOLUÇÕES CONVENCIONAIS
Os
aterros sanitários são grandes
terrenos onde o lixo é depositado, comprimido e depois espalhado
por tratores em camadas separadas por terra. As extensas áreas
que ocupam.
IMPLANTANDO A COLETA SELETIVA
A coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são uma solução
indispensável, por permitir a redução do volume de lixo para
disposição final em aterros.
O fundamento deste processo é a separação, pela população, dos
materiais recicláveis (papéis, vidros, plásticos e metais) do
restante do lixo, que é destinado a aterros.
A implantação da coleta seletiva começa com uma
experiência-piloto, que vai sendo ampliada aos poucos. O
primeiro passo é a realização de uma campanha informativa junto
à população, convencendo-a da importância da reciclagem e
orientando-a para que separe o lixo em recipientes para cada
tipo de material.
RECURSOS
O custo de operação do projeto varia em função do município,
sendo considerado baixo um custo de US$ 150 por tonelada de
resíduo coletado. A receita auferida com a venda do material é,
em média US$ 45 por tonelada de plástico, US$ 502 para alumínio,
US$ 30 para vidro, US$ 100 para papel de primeira e US$ 48 para
aparas de papel.
Os custos de transporte são os maiores limitantes da coleta
seletiva. Distâncias superiores a 100 km entre a fonte dos
resíduos e a indústria de reciclagem tendem a tornar o processo
deficitário.
Consórcios intermunicipais possibilitam economias de escala, com
ações conjuntas entre prefeituras. Tão importante quanto o
investimento, é o papel do governo municipal como articulador
junto à sociedade e outros governos.
Da avaliação de algumas experiências, pode-se dizer que a
participação da população é a principal condição para o sucesso
da coleta seletiva.
RESULTADOS
a) Ambientais
Os maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a
saúde da população. A reciclagem de papéis, vidros, plásticos e
metais - que representam em torno de 40% do lixo doméstico -
reduz a utilização dos aterros sanitários, prolongando sua vida
útil. Se o programa de reciclagem contar, também, com uma usina
de compostagem, os benefícios são ainda maiores. Além disso, a
reciclagem implica uma redução significativa dos níveis de
poluição ambiental e do desperdício de recursos naturais,
através da economia de energia e matérias-primas.
b) Econômicos
A coleta seletiva e reciclagem do lixo doméstico apresenta,
normalmente, um custo mais elevado do que os métodos
convencionais. Iniciativas comunitárias ou empresariais,
entretanto, podem reduzir a zero os custos da prefeitura e mesmo
produzir benefícios para as entidades ou empresas. De qualquer
forma, é importante notar que o objetivo da coleta seletiva não
é gerar recursos, mas reduzir o volume de lixo, gerando ganhos
ambientais. É um investimento no meio ambiente e na qualidade de
vida. Não cabe, portanto, uma avaliação baseada unicamente na
equação financeira dos gastos da prefeitura com o lixo, que
despreze os futuros ganhos ambientais, sociais e econômicos da
coletividade. A curto prazo, a reciclagem permite a aplicação
dos recursos obtidos com a venda dos materiais em benefícios
sociais e melhorias de infra-estrutura na comunidade que
participa do programa. Também pode gerar empregos e integrar na
economia formal trabalhadores antes marginalizados.
c) Políticos
Além de contribuir positivamente para a imagem do governo e da
cidade, como no caso de Paulínia, a coleta seletiva exige um
exercício de cidadania, no qual os cidadãos assumem um papel
ativo em relação à administração da cidade. Além das
possibilidades de aproximação entre o poder público e a
população, a coleta seletiva pode estimular a organização da
sociedade civil.
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