O jovem atleta Pedro Bottechia, de Paulínia, voltou da Colômbia com mais um resultado expressivo na carreira. Aos 11 anos, o piloto representou o Brasil no Campeonato Pan-Americano e Sul-Americano de BMX Racing, realizado nos dias 2 e 3 de maio, em Bogotá, em pista olímpica de supercross, enfrentando mais de 45 competidores de países como Colômbia, Equador, Peru, Argentina, Venezuela, Chile e Guatemala, os principais pilotos da América Latina
Competindo na categoria Varones 11 anos, Pedro encarou uma pista de supercross no padrão olímpico, considerada extremamente técnica pelos atletas e treinadores. No primeiro dia de disputas, sob chuva, ele avançou até a semifinal e terminou na 11ª colocação geral das Américas. Já na competição latino-americana, conquistou lugar no pódio com a terceira colocação.
Segundo o treinador e ex-atleta de alto rendimento Deivlim Balthazar, o desempenho ganhou ainda mais relevância pelas diferenças estruturais entre as pistas brasileiras e o circuito colombiano.
Pista olímpica exigiu adaptação
“O que diferencia é o tamanho das rampas, a dimensão da pista e o tipo de treino necessário. Praticamente vira outro esporte”, explicou o treinador.
Deivlim destacou que a preparação do atleta foi baseada principalmente em aprimoramento técnico e simulações de situações reais de corrida. O objetivo era preparar Pedro para enfrentar obstáculos maiores e uma dinâmica mais agressiva de prova.
“Como eu sabia que ele enfrentaria rampas altas, trabalhei bastante os saltos para ele conseguir vantagem nas primeiras rampas”, afirmou.
Mesmo competindo contra atletas acostumados ao formato olímpico do BMX, Pedro conseguiu se destacar em meio a uma categoria considerada uma das mais fortes da competição.
Disciplina e grandes sonhos
Pedro contou que precisou intensificar a rotina antes da viagem para a Colômbia. Mudanças na alimentação e aumento da frequência dos treinos fizeram parte da preparação.
“Eu comecei a comer melhor, treinar melhor e treinar cada vez mais vezes”, disse.
O jovem atleta também falou sobre as dificuldades enfrentadas durante as baterias.
“A maior dificuldade foi na largada, quando os meninos me fecharam e eu perdi posição. Lá fora é mais difícil porque os atletas têm um nível muito forte”, relatou.
Apesar da pouca idade, o piloto demonstra objetivos ambiciosos no esporte. Entre os sonhos, estão os títulos mais importantes do BMX mundial.
“Meu maior sonho é ser campeão mundial e campeão olímpico”, revelou.
Experiência internacional ganha importância
Para o treinador, disputar competições internacionais é fundamental para o desenvolvimento de atletas que desejam chegar ao alto rendimento.
“A experiência internacional é primordial. Quanto mais competições desse nível o atleta disputa, mais preparado ele chega para um Mundial”, explicou Deivlim.
Atualmente, Pedro é campeão brasileiro de 2025, vice-campeão brasileiro de 2024, Top-6 Latino-Americano 2024 e agora soma também um pódio pan-americano à trajetória.
O próximo compromisso do atleta será o Campeonato Brasileiro, em julho, em Cuiabá, no Mato Grosso. Paralelamente, a equipe busca patrocinadores para viabilizar futuras competições internacionais e a participação em campeonatos mundiais. (Com informações de Thayla Nogueira/Todo Dia)