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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026

Notícias/MEIO AMBIENTE

Prefeito de Hortolânda critica privatização da Sabesp por problemas no abastecimento

Companhia foi notificada pelo Procon e deve apresentar relatórios 

Prefeito de Hortolânda critica privatização da Sabesp por problemas no abastecimento
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 O prefeito de Hortolândia, Zezé Gomes (Republicanos), criticou a privatização da Sabesp e o secretário de Serviços Urbanos da cidade, Vicente Andreu, apontou que há demora na solução dos problemas relacionados à água fornecida ao município. 

As declarações ocorreram após reunião do Comitê Municipal de Crise da Prefeitura com representantes da Sabesp, Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e Defesa Civil Estadual, realizada na terça-feira (5), em São Paulo. 

O encontro teve como objetivo reforçar a cobrança da administração municipal por respostas rápidas diante das reclamações sobre mau cheiro e gosto ruim da água distribuída na cidade de Hortolândia e que também ocorreu em Paulínia. Segundo a prefeitura, a situação vem afetando diretamente o cotidiano de milhares de moradores e ainda não há solução definitiva apresentada pelos órgãos responsáveis. 

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De acordo com Vicente Andreu, a administração municipal considera lenta a condução do caso. “Ainda não nos foram fornecidas alternativas definitivas para a questão. Também detectamos demora para acesso aos relatórios. Desde o dia 22 de abril tomamos as medidas cabíveis e vemos demora na resolução da situação. Passamos por um momento grave e reivindicamos que essa situação se resolva de uma vez”, afirmou o secretário após a reunião. 

A prefeitura destacou que o abastecimento de água é de responsabilidade do Governo do Estado, cabendo à Arsesp a fiscalização e regulação do serviço prestado pela Sabesp. Mesmo assim, o município afirma que continuará pressionando os órgãos estaduais para garantir respostas à população. 

Entre as medidas adotadas pela administração está a criação do Comitê Municipal de Crise, além da notificação administrativa enviada à Sabesp exigindo esclarecimentos técnicos no prazo de dez dias. O documento solicita informações sobre laudos de potabilidade, número de reclamações registradas em Hortolândia, monitoramento realizado pela empresa e possíveis medidas compensatórias para os consumidores. 

Outra medida anunciada pela prefeitura foi o pedido de isenção da tarifa de consumo de água referente ao mês de abril, reivindicação feita pelo prefeito Zezé Gomes por meio do Procon Municipal. 

Durante o posicionamento, Zezé também fez críticas diretas à privatização da companhia e à falta de investimentos no sistema de abastecimento da cidade. “A Sabesp investiu em coleta de esgoto, mas faz anos que não há investimentos na melhoria da captação e distribuição de água em Hortolândia. Depois da privatização, isso piorou”, declarou. 

O prefeito ainda citou que o município perdeu autonomia sobre decisões envolvendo o contrato da Sabesp. “Nosso contrato com a Sabesp venceria no ano que vem, mas agora a situação está nas mãos do Estado, que é o gestor deste contrato. Até mesmo para fazermos o rompimento do contrato com a Sabesp, teremos que passar pelo Estado”, disse. 

AMEAÇA DE ROMPIMENTO 

No dia 30 de abril, Zezé Gomes recebeu a imprensa no Salão Nobre da Prefeitura. Após a terceira semana consecutiva de água saindo das torneiras com odor e sabor, exigiu da Sabesp uma solução imediata ao problema, explicações sobre o que tem causado a situação e ressarcimento dos consumidores por meio da isenção da tarifa do consumo de abril. 

A Sabesp, no entanto, informou que irá verificar caso a caso sobre a isenção de tarifa, resposta que foi repudiada pelo município, uma vez que toda a cidade foi afetada pela má qualidade da água fornecida. O prefeito ameaçou, inclusive, romper o contrato com a companhia de saneamento caso a situação não seja resolvida rapidamente. 

PONTO DE CAPTAÇÃO 

A Cetesb informou a instalação de uma sonda automática multiparâmetro na captação de água bruta de Paulínia, no Rio Jaguari. O equipamento permitirá o monitoramento contínuo da qualidade da água, com medições a cada cinco minutos de parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura, ampliando a capacidade de detecção rápida de eventuais alterações no manancial. 

As análises da água não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência. A Sabesp disse que “segue à disposição para qualquer esclarecimento adicional e informa que manteve o diálogo aberto com a prefeitura a todo momento e faz questão de preservar este canal”.  (Paulo Medina/Tribuna Liberal)

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