O júri popular realizado nesta quinta-feira (26), na Câmara de Artur Nogueira, condenou a 40 anos de prisão, Marcos Antônio de Barros, que matou a facadas a então companheira, Solange da Silva, em outubro de 2024.
Ele foi condenado por feminicídio e seguirá preso em uma unidade prisional. A sentença saiu por volta das 20h, após horas de julgamento, que teve início às 11h. Ao longo do dia foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa.
O crime
Segundo a denúncia, na madrugada de 26 de outubro de 2024, Marcos matou a esposa Solange da Silva na residência em que viviam, no Sítio Recanto do Sol, às margens da Rodovia dos Agricultores, 0, ao lado de venda, próximo ao Paiol de Telha “ Por razões da condição do sexo feminino e em contexto de violência doméstica, com emprego de meio cruel, ao deferir-lhe vários golpes contundentes, seguidos de repetidas facadas, causando os ferimentos como causa de sua morte”.
Solange estava disposta a se reparar se Marcos, que não aceitava o fim de relacionamento e havia inclusive, ameaçado de morte.
Segundo apurado, o homem convenceu a mulher a acompanha-lo no rodeio que acontecia na cidade. “A vítima aceitou o convite, resoluta a aproveitar a oportunidade para acordar uma separação pacífica”, frisou o MP.
Mas o homem usou de uma emboscada para atacar e matar a então companheira. “Ao retornarem para a residência do casal, o denunciado atacou a vítima, tanto espancando-a, com golpes que causaram escoriações e ferimentos corto-contusos, especialmente em sua face como esfaqueando com dezenas de estocadas e cortes, atingindo-lhe principalmente o pescoço, os braços, as mãos, o tórax e o rosto, matando-a cruelmente, até o ponto de entortar a ponta da faca. Causou pelo menos 22 ferimentos perfurocortantes e 10 ferimentos contundentes no corpo da vítima”, descreve a denúncia.
Após tamanha crueldade, ele ligou para a filha contando o que tinha feito e disse que esperaria a polícia, mas acabou fugindo ante da chegada da Polícia Militar. Ele foi capturado dias depois em uma chácara na cidade de Limeira.
A denúncia afirma que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e por razões da condição do sexo feminino, eis que mediante violência física e em contexto relacionado a relação íntima de afeto com quem a vítima conviveu, por motivo fútil, pela simples de que a vítima tentava terminar o relacionamento de forma consensual e por meio cruel consistente nas dezenas de golpes e estocadas, principalmente na face, que um-a-um foram causando dores agudas à vítima, até finalmente ceifarem sua vida”. (Com informações do "Portal On")
Ao prestar depoimento na delegacia, Marcos ficou em silêncio e disse que só falaria em juízo. Agora, Marcos foi a júri popular e condenado pelo crime de feminicídio. Testemunhas arroladas foram ouvidas no dia do julgamento.