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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026

Notícias/SEGURANÇA PÚBLICA

Crime organizado: operação mata um em Campinas, prende 2 em Paulínia e 1 na região

Ação conjunta do MP paulista com Polícia Militar neutraliza célula criminal

Crime organizado: operação mata um em Campinas, prende 2 em Paulínia e 1 na região
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Três ações de neutralização ao crime organizado realizadas entre a noite de terça-feira (5) e a madrugada de ontem, promovidas pela Polícia Militar (PM) e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), tiveram como resultado a morte de um fugitivo do sistema prisional durante um confronto a tiros e a prisão em Campinas e a prisão de três homens nas cidades de Paulínia (2) e Rio Claro.

De acordo com a Polícia, os quatro são integrantes das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde do Magrelo — o ‘braço’ paulista do Comando Vermelho (CV). Entre as apreensões estão R$ 1 milhão em dinheiro vivo e um fuzil de calibre 556, classificado como arma de guerra potente, além de colete à prova de bala e toucas ninja, usadas por criminosos que atacam carros-forte ou bancos. 

A intervenção mais violenta aconteceu em Campinas entre um faccionado do PCC, identificado como Bruno Gomes Feitosa Fidelis, de 42 anos, e uma equipe do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Esse homem era foragido do sistema prisional e estava condenado por crimes de tráfico de drogas, roubo, sequestro, porte ilegal de arma, receptação e resistência. Ele era procurado pela Justiça. 

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De acordo com a versão oficial, Fidelis estava em um carro T-Cross, branco, automático, avaliado em R$ 150 mil, que foi interceptado pelo Baep na alça de acesso da Rodovia Miguel Melhado de Campos (VinhedoViracopos) para a Rodovia Santos Dumont, bairro Cidade Singer, no Complexo do Campo Belo. Conforme versão oficial da PM, o homem, que era o único ocupante do carro, “apontou uma arma de fogo do tipo pistola contra a equipe” e “imediatamente efetuaramse disparos de arma de fogo pelos policiais contra o indivíduo”. Ele foi atingido e morreu no local. 

Além da pistola semiautomática de calibre nove milímetros, os policiais acharam no carro o fuzil, as máscaras ‘ninjas’, luvas e o colete à prova de balas. Também foram achadas 44 munições para pistola e para fuzil. 

Prisões em Paulínia

Em Paulínia, também na Região Metropolitana de Campinas, foram presos dois homens — de 34 e de 48 anos — durante uma operação realizada por promotores de Justiça do Núcleo-Piracicaba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP e por policiais do 10.º Baep. 

“Os investigados estão vinculados à organização criminosa e possuem relação direta com o grupo criminoso conhecido como ‘Bonde do Magrelo’, com conexões com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), atuando diretamente em ocorrências de homicídio, além de envolvimento na logística de armas e munições”, informou o Gaeco. 

Movimentações incompatíveis

Em Rio Claro, um homem foi preso por investigadores da Polícia Civil e promotores do Gaeco com R$ 1.028.862,00 em espécie (foto) durante operação no âmbito de investigação por lavagem de capitais, relacionada a movimentações financeiras incompatíveis com a renda do investigado, havendo também suspeita de envolvimento com organização criminosa, conforme informação oficial. 

O suspeito foi flagrado quando saiu de uma agência bancária com o dinheiro em uma mochila. “Após diligências de inteligência e monitoramento, constatou-se expressiva circulação de valores em espécie e indícios de ocultação de recursos de origem ilícita. A ação integrada foi conduzida de forma coordenada, assegurando a preservação de provas e o aprofundamento das investigações quanto à origem e destinação dos valores, bem como à identificação de eventuais coautores”, informou o MPSP. 

Guerra de facções

Investigações promovidas pelo MPSP identificaram uma guerra desde 2023 das facções pelo domínio de território no interior paulista, principalmente em municípios da RMC (Hortolândia, Campinas, Americana, Santa Bárbara D’Oeste, Sumaré e, agora, Paulínia) e em Rio Claro e Araras. O CV, por intermédio do Bonde do Magrelo, tenta tomar pontos de venda de drogas e de outras atividades de arrecadação de dinheiro do PCC, conforme as apurações identificaram. Em três anos, pelo menos 30 pessoas foram mortas nesses conflitos das facções. As forças de segurança descobriram até uma fábrica de fuzis. (Bargas Filho/Correio Popular)

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