A greve dos trabalhadores terceirizados da manutenção e da obra da caldeira da Rhodia, em Paulínia, chegou ao fim na sexta-feira (31), após 11 dias de paralisação. Em assembleia realizada pelo Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário), a categoria aprovou a proposta apresentada durante audiência de conciliação promovida na quinta-feira (30) pela Vice-Presidência Judicial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho).
Com a aprovação, os trabalhadores conquistaram reajuste salarial de 6,8%, retroativo a 1º de maio, vale-alimentação de R$ 1.300 e auxílio para café da manhã de R$ 260, também retroativos. O acordo ainda prevê cesta natalina de R$ 350 e convênio médico gratuito aos trabalhadores, com possibilidade de inclusão de dependentes legais, conforme critérios definidos na negociação.
Outro ponto aprovado foi o abono dos oito dias úteis de greve. Em contrapartida, os trabalhadores deverão compensar quatro desses dias.
Paralisação após rejeição da primeira proposta
A greve teve início em 21 de julho, quando a categoria rejeitou a proposta inicial apresentada pelas empresas durante a campanha salarial. Segundo o Sinticom, a oferta não atendia às reivindicações dos trabalhadores, o que levou à paralisação até uma nova rodada de negociações.
Após audiência de conciliação realizada no TRT, uma nova proposta foi apresentada e submetida à assembleia desta sexta-feira, sendo aprovada pela maioria dos trabalhadores e encerrando o movimento.
Posição da Rhodia
Quando a paralisação começou, a Rhodia informou que o movimento envolvia trabalhadores de empresas prestadoras de serviço responsáveis por atividades de montagem e construção civil. A companhia destacou que as negociações eram conduzidas entre o sindicato e as empresas contratadas e afirmou que a greve não afetava as operações nem a produção de suas unidades.