Um Fiat Uno foi furtado na noite de sábado (20), na Avenida Toyobo, em Americana. Pouco depois do crime, a proprietária passou a receber ligações de suspeitos, que exigiam dinheiro para devolver o veículo e faziam ameaças contra a família.
Segundo o genro da vítima, Luiz Gustavo da Silva Alves, o carro estava sob sua responsabilidade no momento do furto. Ele relatou que havia estacionado o veículo na via e, pouco tempo depois, ouviu o barulho do motor sendo ligado.
Furto registrado por câmeras
Imagens de câmeras de segurança flagraram a ação. Nas gravações, um homem usando uma blusa com capuz se aproxima do veículo e, em poucos segundos, consegue entrar e sair dirigindo o carro. De acordo com Luiz, já havia movimentação considerada suspeita na região no dia anterior. Ele relatou que dois homens em uma motocicleta, sem capacete, passaram observando o veículo.
A GAMA (Guarda Municipal de Americana) foi acionada e realizou patrulhamento na área. O furto aconteceu por volta das 20h40, e a família registrou boletim de ocorrência após constatar o desaparecimento do automóvel.
Família relata dificuldades após o crime
Luiz descreveu os momentos após o furto como de tensão. “Nunca tínhamos sofrido um furto assim, com tanta rapidez. Liguei para a polícia, mas, por conta do nervosismo, a ligação acabou sendo encerrada. Depois entramos em contato novamente e fui registrar o boletim de ocorrência presencialmente. Também não tivemos uma resposta muito favorável. Quando pedimos retorno sobre o caso, ouvimos que a polícia não é ‘babá de carro'”, afirmou.
Criminosos exigiram dinheiro
Cerca de uma hora e meia após o furto, os suspeitos começaram a entrar em contato com a família. “Eles passaram a pedir dinheiro para devolver o carro. Disseram que estavam a poucos minutos da nossa casa. Até aquele momento, a única informação que tínhamos era de que o veículo havia passado pela Muralha Digital de Limeira, seguindo em direção à cidade”, relatou Luiz.
Segundo ele, mesmo após bloqueios de números, os contatos continuaram. “Eles faziam ameaças dizendo que iriam pular o muro da casa, matar minha sogra e nos encontrar. Depois disso, não tivemos mais contato deles e também não recebemos retorno das autoridades.”
Sensação de insegurança
A família afirma que havia realizado reparos recentes no veículo e relata prejuízo e insegurança após o crime. “Além do prejuízo, fica a sensação de insegurança e desamparo. Tentamos contato novamente com as autoridades, mas não conseguimos falar com a Guarda Civil de Limeira. Conseguimos atendimento da GAMA de Americana, mas seguimos sem informações sobre o paradeiro do veículo”, disse.
A reportagem entrou em contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e aguarda posicionamento sobre o caso.