Com a nova configuração operacional, o terminal ganha maior flexibilidade para adequar a distribuição da capacidade de armazenagem conforme a demanda do mercado e a sazonalidade da produção de combustíveis. Segundo a empresa, o novo tanque é o primeiro da unidade equipado com teto geodésico de liga de alumínio, solução que amplia o volume útil disponível e contribui para reduzir as emissões fugitivas de vapores.
De acordo com o diretor de Operações da Ultracargo, Douglas Marques, a estrutura também incorpora recursos voltados à segurança e à eficiência operacional.
“A estrutura conta com um sistema de segurança de ponta, com sprinklers em toda a extensão do teto, e foi projetada para oferecer maior eficiência operacional e controle de estoque, garantindo integridade e conformidade rigorosa aos produtos armazenados”, afirmou.
Além do aumento da capacidade de armazenagem, a ampliação fortalece a integração logística do terminal, que reúne conexões rodoviárias, dutoviárias e ferroviárias. Desde a entrada em operação do desvio ferroviário, inaugurado em junho de 2025, a unidade passou a ter capacidade para movimentar até 160 vagões por dia. A estrutura permite receber combustíveis por ferrovia, como o etanol produzido em Rondonópolis (MT), e realizar a distribuição por caminhões para diferentes mercados.
Segundo a Opla, a expansão também amplia as condições para aumentar gradualmente a participação do modal ferroviário no transporte de combustíveis, reduzindo a dependência do modal rodoviário em parte das operações e tornando a logística mais eficiente.
Esse modelo é viabilizado pela conexão entre os desvios ferroviários de Paulínia e Rondonópolis. Enquanto o etanol de milho produzido em Mato Grosso segue para o interior paulista, derivados de petróleo são transportados no trajeto de retorno para o Centro-Oeste, elevando o aproveitamento dos fluxos ferroviários e reduzindo viagens com vagões vazios.