A ampliação do acesso à saúde para a população idosa tem sido uma das prioridades do Ministério da Saúde em 2026. Na cidade de São Paulo, os moradores com 60 anos ou mais são beneficiados por políticas federais que fortalecem os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), desde o acompanhamento nas unidades básicas até a distribuição gratuita de medicamentos e o acesso a tratamentos especializados.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em outubro deste ano, aproximadamente 80% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente do SUS. Em todo o país, a Atenção Primária à Saúde registrou mais de 500 milhões de produções assistenciais voltadas à população idosa, incluindo consultas, procedimentos e visitas domiciliares.
Entre os destaques está o Programa Farmácia Popular, que oferece gratuitamente 41 itens, entre medicamentos e insumos de saúde. Em 2026, mais de 24,5 milhões de brasileiros foram beneficiados pelo programa até setembro, sendo quase 71% dos usuários pessoas idosas. Entre os produtos disponibilizados estão medicamentos para hipertensão, diabetes, colesterol elevado e osteoporose, além de fraldas geriátricas para quem atende aos critérios estabelecidos pelo Governo Federal.
Outra novidade anunciada em setembro pelo Ministério da Saúde foi a ampliação da vacinação contra doenças pneumocócicas, com a oferta da vacina Pneumo 20 para pessoas com 85 anos ou mais. A iniciativa busca prevenir complicações graves, como pneumonia e meningite, e contempla um público estimado em 2,3 milhões de brasileiros. Na capital paulista, a população elegível deve procurar a rede de vacinação do SUS para verificar a disponibilidade e atualizar sua situação vacinal.
O atendimento especializado também recebeu novos investimentos. Por meio do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde anunciou a contratação de 83 mil procedimentos gratuitos no estado de São Paulo, com investimento de aproximadamente R$ 41,8 milhões. A iniciativa envolve hospitais privados e filantrópicos que passam a atender pacientes encaminhados pelo SUS, incluindo pessoas idosas que aguardam consultas, exames e cirurgias.
Para Humberto Tobé, gestor de saúde pública e membro da equipe do ministro Alexandre Padilha, o fortalecimento dessas políticas representa um compromisso com a dignidade de quem ajudou a construir a história do país.
“Cuidar dos nossos idosos é reconhecer a importância de cada história de vida. O Ministério da Saúde trabalha para que envelhecer não signifique perder o acesso aos cuidados necessários. Queremos que a população idosa de São Paulo tenha cada vez mais acesso a medicamentos, vacinas, consultas e tratamentos. A saúde pública precisa estar presente em todas as fases da vida, com respeito, acolhimento e dignidade”, destaca Tobé.
Além dessas iniciativas, o Ministério da Saúde mantém estratégias de atenção domiciliar, como o Programa Melhor em Casa e o Padi Brasil, voltadas ao acompanhamento de pacientes que necessitam de cuidados em suas residências, conforme os critérios e a organização da rede de saúde.
Com o crescimento da população idosa, a integração entre as políticas federais e os serviços municipais é fundamental para ampliar a prevenção, reduzir complicações de doenças crônicas e garantir um envelhecimento mais saudável à população paulistana.