Paulínia News - Sua fonte de notícias na cidade de Paulínia - SP

Terça-feira, 05 de Maio de 2026

Notícias/MEIO AMBIENTE

Cetesb emite nota sobre a qualidade da água de Paulínia após denúncias

Companhia reforça que análises recentes não identificaram parâmetros fora dos padrões

Cetesb emite nota sobre a qualidade da água de Paulínia após denúncias
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Após denúncias de moradores sobre o forte odor da água em Paulínia, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu uma nota informando que irá instalar uma sonda automática multiparâmetro na captação de água no Rio Jaguari, para monitorar a qualidade e que as análises mais recentes não captaram nenhuma intercorrência.

Ainda conforme a nota, a companhia explicou que o equipamento realiza medições a cada cinco minutos de parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura, ampliando a capacidade de detecção rápida de eventuais alterações no manancial.

Além disso, a Cetesb afirmou que as análises mais recentes da água no trecho monitorado não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência.

Publicidade

Leia Também:

Sendo assim, a nota relata que os resultados laboratoriais indicam que os principais parâmetros de qualidade permaneceram dentro dos limites de referência, que não foram detectadas substâncias orgânicas associadas a gosto e odor na água e também reforça que quantidade de microrganismos foi considerada baixa.

Veja a nota completa na íntegra:

"A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que irá instalar uma sonda automática multiparâmetro na captação de água bruta de Paulínia, no Rio Jaguari. O equipamento permitirá o monitoramento contínuo da qualidade da água, com medições a cada cinco minutos de parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura, ampliando a capacidade de detecção rápida de eventuais alterações no manancial. As análises mais recentes da água bruta no trecho monitorado não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência.

Desde o dia 24 de abril, quando recebeu a primeira ocorrência relacionada a alterações na água tratada, a Cetesb intensificou a atuação no manancial, com a realização de mais de 20 inspeções, incluindo no afluente Rio Camanducaia, e 8 coletas de amostras em pontos estratégicos, como as captações de Paulínia e Limeira.

Os resultados laboratoriais indicam que os principais parâmetros de qualidade permaneceram dentro dos limites de referência. O carbono orgânico total variou entre 2,9 e 3,2 mg/L (valor de referência de 6 mg/L), o oxigênio dissolvido entre 6,7 e 7,1 mg/L (padrão mínimo de 5 mg/L), a turbidez entre 11 e 16 UNT (padrão de 100 UNT) e o pH entre 6,9 e 7,2 (faixa de referência entre 6 e 9), sem evidência de presença de poluentes.

Também não foram detectadas substâncias orgânicas associadas a gosto e odor na água. A varredura de compostos orgânicos semi-voláteis — grupo que inclui substâncias como geosmina e metilisoborneol, frequentemente associadas a odor e gosto de mofo — apresentou resultados abaixo dos limites de quantificação.

A presença de microrganismos foi considerada baixa, com variação entre 5 e 128 organismos por mililitro. Portanto, os resultados obtidos para as amostras coletadas pós episódio não justificaram que as microalgas possam ter causado as alterações sensoriais relatadas.

A Companhia segue acompanhando a situação de forma contínua, em articulação com os demais órgãos e concessionárias responsáveis pelo abastecimento".

Entenda a denúncia

Em Paulínia, a situação é descrita como um "verdadeiro pesadelo" por uma moradora do bairro João Aranha. Ela afirma que a água apresenta um odor insuportável, semelhante a esgoto ou mofo, tornando-a imprópria para o consumo e até para o banho. Além da qualidade do produto, há críticas quanto ao atendimento prestado pelas concessionárias e ao valor das taxas cobradas frente ao serviço entregue.

“Todas as vezes em que tive algum imprevisto e atrasei uma conta, o corte no fornecimento aconteceu rapidamente, sem aviso e sem qualquer abertura para negociação. Ou seja, para cobrar e cortar, o serviço funciona. Mas para entregar água tratada e prestar um atendimento digno, não”, afirma a paulinense Michelly Akivia Garcia. (Maria Eduarda Lopes/Band)

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!