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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026

Notícias/Educação

Educadoras infantis de Paulínia paralisam atividades por enquadramento no Magistério

Situação da carreira foi alterada após decisão decorrente de ação da Justiça em 2025

Educadoras infantis de Paulínia paralisam atividades por enquadramento no Magistério
Educadoras infantis de Paulínia paralisaram as atividades e fizeram manifestação em frente ao Paço Municipal. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA
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Educadoras infantis de Paulínia paralisaram as atividades nesta quinta-feira (27) e fizeram uma manifestação em frente ao Paço Municipal. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal e pelo grupo Somos Todas Professoras.

A principal reivindicação é o enquadramento das profissionais no Quadro do Magistério. A categoria afirma que o projeto apresentado pela Prefeitura reconhece a nomenclatura de professora, mas não contempla integralmente os direitos ligados à carreira. “Nós somos docentes, atuamos aqui nas creches de Paulínia há vinte anos, sempre exercendo a função da docência”, afirmou a educadora Nara Martins Moretti.

Entre as reivindicações estão a regulamentação de um terço da jornada para atividades pedagógicas, direitos relacionados à remoção, à atribuição e à evolução funcional, além de outras garantias da carreira do Magistério. A equiparação salarial também está entre as demandas.

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Segundo a educadora Andreza Freitas, a categoria entende que o enquadramento deve contemplar todos os direitos decorrentes do reconhecimento como professoras. “Nós queremos sim ser enquadradas e ter todos os nossos direitos garantidos”, disse.

Negociações
De acordo com o sindicato, as negociações com a Prefeitura estão interrompidas. O presidente da entidade, Rodrigo Macelari, afirmou que a paralisação pode ser ampliada se não houver avanço. “Hoje até o final da tarde vai ser feita uma assembleia para decidir a continuidade ou não do movimento”, afirmou.

A Prefeitura de Paulínia informou que lamenta a paralisação e que a ausência das servidoras poderá resultar em desconto do dia de trabalho, conforme a legislação.

O Município afirma que a situação da carreira foi alterada após mudanças na legislação e uma decisão decorrente de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a ADIN, em 2025. Depois disso, com a entrada em vigor da legislação federal que reconheceu as profissionais como professoras e estabeleceu piso nacional de R$ 5.130, a administração iniciou uma mesa de negociação com o sindicato e representantes do movimento.

Projetos na Câmara
Segundo a Prefeitura, três projetos de lei foram encaminhados à Câmara Municipal. As propostas preveem a regulamentação de um terço da jornada para atividades pedagógicas sem a presença dos alunos, a mudança da nomenclatura do cargo para Professoras de Educação Infantil e a inclusão das profissionais na mesma estrutura de carreira e tabela do Magistério dos professores PEB.

Também estão previstas garantias de direitos da carreira, incluindo remoção e recesso escolar. A Prefeitura afirma que as medidas são necessárias para organizar a estrutura da rede para o ano letivo de 2027.

Divergência salarial
A questão salarial segue como principal ponto de divergência. A Prefeitura informa que a remuneração média atual das profissionais é de aproximadamente R$ 8.500, sem benefícios, acima do piso nacional de R$ 5.130. As representantes da categoria, por sua vez, reivindicam a retomada da remuneração praticada antes das mudanças de 2025, quando a média era de aproximadamente R$ 10.500.

O prefeito Danilo Barros (PL) afirmou que a questão financeira ainda será discutida entre Prefeitura, sindicato e movimento. “Esses projetos são essenciais para que a Secretaria de Educação possa iniciar a organização escolar do ano letivo de 2027”, declarou.

O sindicato informou que uma assembleia deve definir ainda nesta quinta-feira se a paralisação continuará nos próximos dias. A Prefeitura, por sua vez, afirma que pretende retomar as discussões sobre a questão financeira dentro das possibilidades orçamentárias e legais do município. 

FONTE/CRÉDITOS: Thayla Nogueira/Todo Dia

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