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A Replan registrou em julho de 2026 a maior produção de derivados de petróleo para o mês desde 2000. Foram produzidos 2,31 milhões de metros cúbicos.
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De janeiro a julho, o volume acumulado somou 15,13 milhões de metros cúbicos. O montante representa alta de 12,7% ante o período anterior.
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A Petrobras anunciou investimentos de R$ 6 bilhões na planta. O recurso visa expandir a capacidade de refino em 5% nos próximos anos.
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No 1º semestre de 2026, a unidade produziu 5,748 bilhões de litros de diesel. O fator de utilização médio atingiu 94,3%.
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Um projeto de ampliação previsto para 2027 aumentará o processamento diário. A capacidade passará de 434 mil para 459 mil barris.
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Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobras, fica em Paulínia (SP) — Foto: Júlio César Costa/G1
A Refinaria de Paulínia (Replan), maior unidade de refino da Petrobras, registrou em julho de 2026 a maior produção de derivados de petróleo para o mês em toda a série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada em 2000.
Foram produzidos 2,31 milhões de metros cúbicos (m³), volume 11,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O resultado faz parte de um ano de forte desempenho da refinaria. Entre janeiro e julho, a produção somou 15,13 milhões de metros cúbicos, alta de 12,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando o acumulado foi de 13,43 milhões de m³.
Recentemente, a Petrobras anunciou investimentos de R$ 6 bilhões na planta, entre eles, a expansão da capacidade de refino em 5% nos próximos anos.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também se comprometeu com a autossuficiência na produção de diesel do Brasil até 2030. O combustível é o derivado com maior volume de produção da Replan.
No 1º semestre a planta produziu 5,748 bilhões de litros do combustível, alta de 21,3% na comparação com o desempenho de 2025. A marca só fica atrás da produção de 2015 (6,2 bilhões de litros).
Desde o início do conflito no Oriente Médio, uma resposta da companhia à instabilidade do cenário externo "foi ampliar a produção própria".
Segundo a empresa, a Replan operou no 1º semestre de 2026 com um FUT (fator de utilização das refinarias) médio de 94,3%, contra um FUT médio de 88,4% no 1º semestre de 2025.
Maior do Brasil
Maior refinaria da Petrobras, a Replan tem capacidade para processar 69.000 m³ de petróleo por dia (69 milhões de litros), o equivalente a 434 mil barris, e atende a 30% do território brasileiro.
Um projeto de ampliação da capacidade de processamento da refinaria, com conclusão prevista para 2027, vai possibilitar aumentar a produção dos atuais 434 mil barris por dia para 459 mil barris por dia, aumento de aproximadamente 5%, segundo a Petrobras.
Para efeito de comparação, a segunda refinaria em volume de processamento de petróleo é a Revap, em São José dos Campos (SP), com 40 milhões de litros por dia.
A produção de Paulínia é escoada para os seguintes locais:
- Interior de São Paulo - recebe a maior parte da produção, 55%
- Sul de Minas
- Triângulo Mineiro
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Rondônia
- Acre
- Goiás
- Brasília (DF)
- Tocantins
Em maio de 2025, a Replan colocou em operação a nova Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT-D), capaz de produzir 63 mil barris de diesel S-10 por dia, o que equivale a 10 milhões de litros/dia. Isso é suficiente para abastecer, por exemplo, 20 mil ônibus com tanque de 500 litros.
O diesel é o principal produto que sai da Replan para a as distribuidoras, mas a refinaria também produz gasolina, querosene de aviação (QAV), gás liquefeito de petróleo (GLP - o gás de cozinha), óleos combustíveis, asfaltos, enxofre (parte vai para a indústria de cosméticos), propeno (usado na fabricação de plásticos) e outros derivados que são utilizados até na produção de pneus.