A Onebio, planta de biometano da Edge e da Orizon em Paulínia, obteve da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na quinta (5/11), a certificação para emitir o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).
Com capacidade de até 225 mil m³/dia, a Onebio é a maior planta de biometano do país. Segundo a Edge, é a primeira unidade desse porte habilitada a emitir o certificado.
O CGOB comprova a origem renovável do biometano e pode ser negociado separado da molécula. É o instrumento que produtores e importadores de gás natural vão usar para cumprir as metas de descarbonização da lei do Combustível do Futuro, regulamentadas pela ANP em fevereiro.
Os certificados ainda não estão sendo emitidos. A ANP espera pôr em operação até o fim do ano o sistema de emissão, desenvolvido com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
“O selo da ANP garante que o biometano produzido na Onebio chegue ao mercado com origem comprovada e atributos ambientais rastreáveis”, afirma Demétrio Magalhães, CEO da Edge.
A Edge tem 51% da Onebio, e a Orizon, 49%. A planta processa o gás do aterro da Orizon no Ecoparque de Paulínia e injeta o biometano na rede de distribuição, com venda autorizada pela ANP em dezembro de 2025. O projeto teve financiamento de cerca de R$ 450 milhões aprovado pelo BNDES.
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