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Domingo, 10 de Maio de 2026

Notícias/Direitos Humanos

Jovem que ficou 3 meses em coma na Alemanha agradece mãe após volta a Paulínia

Sophia Lorenz teve 1% de chance de sobreviver, segundo a família, após complicação cirúrgica

Jovem que ficou 3 meses em coma na Alemanha agradece mãe após volta a Paulínia
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Por isso, o Dia das Mães deste ano tem significado especial para Elizabeth Deschauer e a filha, Sophia. A jovem, que morava na Alemanha, voltou para casa, em Paulínia, para continuar o tratamento após se recuperar de um coma que durou três meses.

Sophia chegou a ter apenas 1% de chance de sobreviver, de acordo o relato da família, depois de complicações em uma cirurgia para a remoção de amígdalas.

O drama da família começou em novembro do ano passado. Após receber alta da cirurgia, Sophia voltou ao hospital com fortes dores.

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"Mandou mensagem para mim, mas disse, 'mãe, não se preocupe'. [...] Quando eu voltei, a minha irmã me ligou aos prantos, dizendo 'a Sophia está em coma e entubada'", relembra Elizabeth, que recebeu a notícia no dia de seu aniversário.

Diante do diagnóstico de que a filha provavelmente ficaria em coma vegetativo, Elizabeth se apegou à mínima chance de recuperação. "Eu não pensei no 1% como algo pequeno, eu pensei como algo grande, porque quando a gente tem fé, esse 1% se torna 100%", afirma a mãe.

A confiança superou o prognóstico. "Eu nunca acreditei no que os médicos disseram, porque eu confio muito em Deus. E eu confio muito no poder do amor", completa.

O despertar da volta

Elizabeth (à esq.) e Sophia são mãe e filha e moram em Paulínia — Foto: Reprodução/EPTV

Elizabeth (à esq.) e Sophia são mãe e filha e moram em Paulínia — Foto: Reprodução/EPTV

Elizabeth viajou à Alemanha acompanhar a filha. Em uma das visitas diárias dela ao hospital, desejou que Sophia a respondesse.

"Eu cheguei e como todos os dias eu fazia, eu coloquei a mão na mão dela, assim. E olhei para ela, bem nos olhinhos, e falei, 'bom dia, Sophia'. E pensei dentro de mim, quem dera se hoje ela me respondesse", conta.

A resposta veio, sem som, mas com movimento dos lábios. Para Sophia, a lembrança é clara. "Foi a primeira pessoa que eu vi", resume.

"Não existe como a gente descrever a alegria que eu já estou sentindo. Porque o Dia das Mães tem sido para mim o Dia das Mães todos os dias. Desde que ela disse 'bom dia mamãe'", disse Elizabeth.

Após cinco meses de internação na Alemanha, a família decidiu que a continuidade da recuperação seria no Brasil. A decisão foi motivada pela crença no poder do afeto familiar.

"Nós temos tecnologia, temos medicina lá, mas não temos esse carinho, esse calor da família. E a gente acredita que isso é o fundamental", explica o padrasto de Sophia, Marcos Deschauer Ignácio.

Ainda que o caminho da recuperação exija tempo e paciência, Sophia celebra o apoio que tem recebido. "Foi muito bom ter minha família perto de mim. Sim, minha mãe principalmente. Minha mãe é a mãe da minha vida", define a jovem. (Por Évelin Costa, Jorge Talmon/G1 Campinas e Região)

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