A proposta foi gerenciada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). A primeira ação do projeto foi a realização de quatro oficinas presenciais em todas as regiões da cidade para ouvir de perto o que os moradores tinham para falar sobre o tema.
Durante o trabalho, foram realizadas pesquisas de campo, entrevistas com moradores, oficinas participativas, levantamento socioeconômico, mapeamento territorial dos 19 bairros e avaliação do mercado de compra e locação de imóveis.
Após essa etapa, a FESPSP realizou ainda uma pesquisa on-line, onde todos os moradores da cidade, que necessitem ou não de uma habitação popular, puderam opinar sobre a construção dessa importante política pública para todos.
“Todos os resultados e principais conclusões serão apresentadas na Audiência Pública, por isso, contamos com a presença de todos, para que juntos, possamos construir de fato o nosso Plano Municipal de Habitação”, afirma o secretário da pasta, Marcelo Melo.
Segundo o diagnóstico, o déficit habitacional quantitativo da cidade é de 3.640 moradias, equivalente a 9,5% dos domicílios ocupados. O estudo aponta que o principal desafio de Paulínia não é apenas a falta de moradias, mas a dificuldade de acesso da população de baixa renda ao mercado habitacional, especialmente em razão do alto custo dos aluguéis.
Outro dado relevante é a existência de 4.672 imóveis vagos, indicando que futuras políticas públicas deverão combinar a produção de novas unidades com estratégias de reaproveitamento do estoque habitacional existente e de regularização e melhoria de moradias.
A Audiência Pública será conduzida pela Secretaria de Habitação.